(por Thomas Yang)

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Thobut, 25 anos, promessa do pugilismo brasileiro, nos surpreende contando um pouco da sua história. Nesta entrevista, ele nos cita como as drogas quase o arruinaram e de que modo ele conseguiu dar a volta por cima, desta vez viciando-se em algo muito melhor: o boxe.

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Entrevistador: Quando você percebeu que sua vida estava arruinada?

Thobut: Faz tempo. Eu era criança. Vivia com minha mãe. Meu pai havia sumido por razões desconhecidas, logo após eu nascer. Na escola, todo mundo me achava meio burro; só tirava notas baixas.  Um dia, um amigo tentou me ajudar, me oferecendo drogas. Eu já estava arruinado, né? Fazer o quê? Era um meio de me iludir.  Mas só fui me dar mal mesmo quando me flagraram na escola – me prenderam. Perdi o contato com os amigos e me senti sozinho, no começo.

Entrevistador: Como foi a sua vida durante a prisão?

Thobut: Eu encontrei pessoas maravilhosas lá dentro. Por mais que tenham cometido erros graves como os meus, eles não eram imprestáveis – muito pelo contrário. Pessoas completamente novas, puras. Me ensinaram a agir eticamente. Só posso dizer que me arrependo de meus atos graças à influência dessas pessoas. Eles me ajudaram a virar um indivíduo melhor para a sociedade.

Entrevistador: Como você se reergueu como um ídolo de várias pessoas?

Thobut: As lições dos meus amigos eram muito otimistas e, inesperadamente, eficientes. Me fizeram acreditar que tudo é possível quando feito com vontade e determinação. Boxe era um esporte muito presente na prisão. Fui convidado a praticar com eles e adorei. Quando saí de lá, meu objetivo era me tornar um dos melhores. E assim, com esforço coletivo, “brodagem”, determinação e sangue nos olhos, cheguei aonde estou agora – aqui.