godard

O que nos atrai não é uma beleza intrínseca – se é que isso existe -, mas o prazer de compartilhar aqueles momentos que no nascedouro já se anunciam como futuras memórias, recordações das mais bem guardadas e escondidas. Aquela sensação de estar num breve momento subtraído das forças do tempo, como se fruíssemos do etéreo sem nos atentarmos à sua efemeridade. Como se nos soubéssemos numa imagem que jamais será revelada, mas que durará além dos negativos, além dos filmes plásticos, quiçá durará mais do que o vidro convertido em grão de areia pela enésima vez.