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    Até então ninguém havia percebido, mas a verdade é que Zacarias era apenas um ouvido. Ou melhor: uma audição. Zacarias não tinha corpo físico, sequer matemático. Ele era uma abstração, um sentido; sempre alerta, sempre curioso. O que ele mais gostava de fazer era isto: ouvir as pessoas, suas palavras, seus gestos, até mesmo seus pensamentos. Zacarias, sem dúvida alguma, era uma pessoa especial. Ou melhor, não era uma pessoa, mas era especial.