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    Sexta à noite, Paula resolveu fazer um desenho. Pegou seu estojo de lápis de cor, pegou sua coleção de crayon, pegou o esfuminho, grafites de diversas espessuras, seu bloco de folhas favorito. A magia começou a ser feita: delicadamente, como se tecesse o mais precioso dos bordados, tocou a folha, despertando nela e em si mesma um ânimo até então desconhecido. Pouco a pouco a velocidade e a intensidade foram aumentando, sem que o carinho diminuísse. E sem que a delicadeza escapasse, ultrapassou os limites da folha, desenhando tudo a sua volta, todo seu quarto, sua casa, seu bairro, todo seu mundo particular. Paula parou por um instante e percebeu que ela agora fazia parte do desenho. E continuou a desenhar.