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    Gatos são fofos, meigos e divertidos. Correm de um lado para o outro, saltam como se fossem voar, fazem uma bagunça danada e depois se espreguiçam como se não houvesse vida além daquele mundinho a seu redor.

    Gatos são alegres, espertos, ariscos, mas – para quem sabe se aproximar – também são muito carinhosos. Às vezes gatos passam dos limites, derrubam coisas, soltam pelos, arranham móveis, espalham poeira e, ainda que haja comida e espaço para todo mundo, até chegam a se estranhar.

    Gatos podem dar um trabalho danado. Muitas vezes, basta afastá-los que o ar fresco se encarrega de apaziguar os ânimos e reordenar aquela complexa e bela harmonia, ao mesmo tempo tão natural e tão estranha a nossos olhos. Há momentos em que eles exigirão atenção extra, quase que implorando por uma bronca – aquela bronca séria e afetiva, rígida e amorosa.

    Gatos, eternos filhotes, dão trabalho e muita alegria; brigam e logo estão se lambendo. Eles nos ensinam a compreender outra visão de mundo, mais lúdica, mais alegre, mais solidária. Quem aprende verdadeiramente a amar os gatos, certamente aprende a amar outros bichos. Afinal, amor é isso. O amor nos ensina a amar.